Outro dia, em busca de hábitos saudáveis para uma melhor qualidade de vida, lembrei do kefir. Foi só recentemente, há pouco mais de 5 anos, que descobri que esse era o nome para uma colônia de lactobacillus vivos que ganhei quando criança de uma amiguinha (a Meire - crescemos juntas!). Não lembro como ela conseguiu, apenas das instruções de cuidados com os bichinhos que faziam o leite ficar igualzinho ao danoninho. A princípio, fiquei com um certo nojo, desconfiada, mas enfim, como criança é curiosa, e também, o quanto achava o danoninho gostoso, fui procurar leite em casa. Não é que era verdade! Durante muito tempo tivemos iogurte natural, feito em casa a partir do cultivo dessas colônias.
Não sabia de sua história*, muito menos que fosse um tesouro passado de geração em geração, e que chegou até a mim, como uma benção. Como acabei perdendo a colônia, procuro em redes sociais, alguém que possa me doar esses desejados probióticos.
Ultimamente, na internet, tenho pesquisado muito sobre esses microorganismos.
Sabe-se que o kefir já foi testado em laboratório in vitro e em animais, sendo observadas diversas propriedades anticancerígenas, antifúngicas, antivirais e antimutagênicas, mas ainda não existem demonstrações científicas em seres humanos.
Segundo informações extraídas no site da wikipedia, o kefir é o produto cuja fermentação se realiza com cultivos acidolácticos elaborados com grãos de Kefir, Lactobacillus kefir, espécies dos gêneros Leuconostoc, Lactococcus e Acetobacter com produção de ácido láctico, etanol e dióxido de carbono.
Os grãos de Kefir são constituídos por leveduras fermentadoras de lactose (Kluyveromyces marxianus) e leveduras não fermentadoras de lactose (Saccharomyces omnisporus, Saccharomyces cerevisiae e Saccharomyces exiguus), Lactobacillus casei, Bifidobaterium sp e Streptococcus salivarius subsp thermophilus.
Alguns produtos do mercado apresentam alguns desses lactobacillus e suas propriedades recomendadas em várias revistas de saúde, e outros meios de comunicação.
Estou interessada no kefir, porque, além de parecer mais completo, ao prepará-lo em casa, não estarei usando corantes nem conservantes.
* Os Grãos de Kefir foram considerados um presente de Alá entre os membros das
tribos muçulmanas das Montanhas do Norte do Cáucaso, que, por volta do século
XVIII, já conheciam e respeitavam os poderes curativos do leite fermentado por
tais jóias probióticas.Os Grãos de Kefir eram passados de geração em geração e
eram considerados uma fonte de saúde da família e das tribos, que defendiam o
processo secreto do Kefir e a arte da cultura da Matriz, com as suas próprias
vidas.
No início de 1900, dois irmãos de Blandovs que possuíam fábricas de queijo no Norte das Montanhas do Cáucaso, foram contatados pela Sociedade dos Médicos Russos, para obter algum cultura de Kefir. Os irmãos propuseram usar uma mulher jovem bonita de nome Irina Sakharova, a persuadir um príncipe Caucasiano chamado Bek-Mirza Barchorov para doar-lhe um pouco dos Grãos de Kefir. Irina realmente deslumbrou o príncipe com sua beleza, mas ele se recusou a lhe dar quaisquer porções de suas jóias probióticas.
Porém como também não quisesse perdê-la, ele ordenou que alguns dos seus homens a seqüestrassem, quando ela voltava para casa. Contra sua vontade, eles a levaram de volta à corte, onde o príncipe esperava conquistar o seu amor e lhe propôs casamento. Irina recusou, sendo salva posteriormente pelos irmãos Blandovs e, apoiada por eles, apresentou queixa contra o príncipe no tribunal do Czar. O príncipe ofereceu ouro e jóias a Irina, como reparação pelos crimes cometidos contra ela, mas ela recusou a oferta. Ao invés disso, ela exigiu, e recebeu, jóias probióticas (Grãos de Kefir)! Em 1908, Irina Sakharova trouxe o primeiro Kefir para Moscou onde era medicinalmente usado com grande sucesso. À idade de 85, Irina em 1973 recebeu uma carta do Ministro da Indústria de Alimentos da URSS expressando seu reconhecimento e agradecendo sua inestimável contribuição para o povo russo.
No início de 1900, dois irmãos de Blandovs que possuíam fábricas de queijo no Norte das Montanhas do Cáucaso, foram contatados pela Sociedade dos Médicos Russos, para obter algum cultura de Kefir. Os irmãos propuseram usar uma mulher jovem bonita de nome Irina Sakharova, a persuadir um príncipe Caucasiano chamado Bek-Mirza Barchorov para doar-lhe um pouco dos Grãos de Kefir. Irina realmente deslumbrou o príncipe com sua beleza, mas ele se recusou a lhe dar quaisquer porções de suas jóias probióticas.
Porém como também não quisesse perdê-la, ele ordenou que alguns dos seus homens a seqüestrassem, quando ela voltava para casa. Contra sua vontade, eles a levaram de volta à corte, onde o príncipe esperava conquistar o seu amor e lhe propôs casamento. Irina recusou, sendo salva posteriormente pelos irmãos Blandovs e, apoiada por eles, apresentou queixa contra o príncipe no tribunal do Czar. O príncipe ofereceu ouro e jóias a Irina, como reparação pelos crimes cometidos contra ela, mas ela recusou a oferta. Ao invés disso, ela exigiu, e recebeu, jóias probióticas (Grãos de Kefir)! Em 1908, Irina Sakharova trouxe o primeiro Kefir para Moscou onde era medicinalmente usado com grande sucesso. À idade de 85, Irina em 1973 recebeu uma carta do Ministro da Indústria de Alimentos da URSS expressando seu reconhecimento e agradecendo sua inestimável contribuição para o povo russo.


